Imagens, anotações, pedaços de dia-a-dia.
Um caderno de bolso virtual
www.flickr.com
11.30.2004



Linha dura
Seguir a linha,
O fio condutor.
Equilibrar-se no caminho do meio.

Perder a linha
Ou simplesmente,
De vez em quando,
Embora equilibrada,
Sair dela.



# | ::email::
11.29.2004

Crianças e suas frases maravilhosas (histórias que ouvi no sábado...)


A menina entra na loja e ganha um pirulito. E a mãe:
- Como se diz, minha filha?
- Obrigada

Em seguida o menino entra e também ganha um pirulito. A mãe :
- Como se diz pro moço?

E o menino não hesita. Estica o braço e diz:
- Abre !!!

---------------------------------------

E na festa infantil :
- Tia, me dá água porque eu sou bonitão?



# | ::email::
11.28.2004

Adriana Partimpim

Escutei hoje pela primeira vez o álbum que Adriana Calcanhoto gravou para crianças. Já tinha um apreço pelo trabalho da moça, principalmente pelas faixas mais desconhecidas do álbum "A fábrica do poema" (e não pelas músicas chorosas e arrastadas como aquelass manjadas das novelas das oito da vida...).

Agrada a crianças e adultos. Vai de Claudinho e Buchecha (sim! Ficou bom!) a Chico Buarque (ah! A ciranda da Bailarina... o máximo) passando por Arnaldo Antumes (a faixa "Saiba" é ótima!). Ritmo gostoso, letras boas, nada daquelas bobajadas gratuitas que vemos tanto sendo gravadas para crianças...

Escutamos pela primeira vez, pela segunda, pela terceira....

Ciranda da bailarina
(Edu Lobo & Chico Buarque)

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...


Violão: Celso Fonseca
Piano e caixinhas de música: Adriana Partimpim
Baixo: Dé Palmeira
Surdo, flauta de êmbolo, ocean drums e barulhos: Marcelo Costa




# | ::email::
11.25.2004

Modelo virtual (ou brincando de boneca)

Já tinha visto este aplicativo usado de forma ilustrativa em alguns blogs por aí... Neste site aqui você cadastra e completa um formulário com altura, peso e algumas características básicas de traços e cor/tipo de cabelo e ele gera seu modelo virtual. As opções são poucas e, no máximo, se consegue um boneco pouco aproximado da realidade. No próprio site existem algumas opções de roupas (no caso todas de inverno e, diga-se de passagem, de gosto bastante duvidoso).

O serviço foi vendido para algumas lojas e com o mesmo login o seu boneco virtual original é resgatado do banco de dados e você encontra uns modelitos melhores e com mais opção de cor para experimentar...

Que bobagem...


# | ::email::
11.24.2004

Esse negócio de dividir várias latinhas de cerveja é ó-te-mo pra gente perder a conta de quanto bebeu....


# | ::email::
11.21.2004

Há quatro anos...

- Uma barriga que não tinha mais tamanho, um andar de pata
- Acordei sem a noção de que a partir dali minha vida nunca mais seria a mesma...
- Um dia de trabalho normal
- No fim do expediente a bolsa estourou
- Das 5 da tarde às 10:30 da noite as horas passaram mais rápido do que nunca e curiosamente me pareceu o dia mais longo de todos.
- Sala de parto : minha filha no colo. Tão pequena. Minha primeira palavra para ela : "Oi..." ( para uma pessoinha que andou junto comigo por quase 9 meses e eu ainda não conhecia...)
- Muitas dúvidas : o que posso ensinar a ela? Serei capaz de fazer o meu melhor?
- E a cada dia a gente se surpreende... O amor cresce proporcionalmente a essa mocinha que está brincando ali na sala... (e como cresce rápido!)


Há quatro anos a gente passou a se emocionar com mais facilidade com coisas bobas e começou a gargalhar melhor também...

Parabéns, filha!



# | ::email::
11.15.2004

De repente um barulho na escada do prédio. Abro a porta e dou de cara com o espírito de uma senhora peruana sentada no corredor. De saias compridas, chapéu. Uma figura assim saída diretamente do Lago Titicaca fumando um charuto. Olho para ela e ofereço-lhe um biscoito pedindo aos berros para que saia dali. Ato contínuo ela se levanta e vem na minha direção. Atravessa meu corpo. Frio. Arrepio-me de cima a baixo e acordo.



# | ::email::
11.12.2004

One Girl Diary

Trabalho muito interessante. Mistura de fotos, textos, ilustração. Corre lá :

One Girl Diary


# | ::email::
11.11.2004



Iogurtão
(ou coalhada, sei lá qual é a diferença técnica entre um e outro)

Uma receita que fiquei muitos anos sem fazer porque nem sempre eu acertava. Preparava a tranqueira à noite para que desse tempo suficiente do processo ocorrer. Cansei de acordar no dia seguinte e, ao invés de encontrar o que deveria ser um consistente iogurte, dar de cara com um treco intragável).

Troquei figurinha com gente que também faz iogurte em casa e acabei incorporando algumas modificações. Agora sim... Acho que de lá para cá já fiz umas 4 vezes e nenhuma delas deu errado (creio que isso dá um certo respaldo para poder colocar por aqui já que histórias de receitas catastróficas não faltam neste blog...). Então sigo milimetricamente o processo...


- 1 copinho de iogurte natural

- 1 litro de leite (uso semi-desnatado. Não me perguntem porquê. Deu certo assim e não mexo em time que está ganhando)

- 4 colheres de sopa de leite em pó (me ensinaram com 2, mas eu coloco 4 para garantir)

Ferver o leite. Desligar o fogo e esperar 10 minutos (mesmo. Eu praticamente cronometro).
Passados os 10 minutos retirar a nata de cima do leite (aí você me pergunta : por que não usou logo o desnatado? ....Não sei. Mistérios da ciência...).

Em um pote de vidro misturar todos os ingredientes e tampar. Deixar por umas 8 horas (por isso é melhor preparar à noite) em um local onde não ocorrerão interferências : bater vento, ou algum desavisado abrir a tampa. Eu guardo dentro do forno (desligado, claro).

E no dia seguinte você tem uma quantidade estúpida de iogurte.

Dura uns 3, 4 dias na geladeira. Durante esse tempo eu me acabo : tomo café da manhã dos campeões (misturo fruta, aveia, mel), faço molho para salada (com mostarda, shoyu, alho, azeite e orégano), mato a fominha da madrugada...


# | ::email::
11.8.2004

Danicá

Só você para conseguir descrever essas duas sensações de origens tão diferentes (do já conhecido e do ainda não) e que no entanto me soam às vezes como formas de saudades tão complementares...


(enquanto isso, no CD aqui, Tuck & Patti entoam "...I don'nt know what life will show me but I know what I've seen and I can't say where life will leave me but I know where I've been...")



# | ::email::

Entraram aqui hoje procurando por "fantastico alimentos vegetariano". Olha, eu não assisto Fantástico há anos, mas fuçando no site descobri que passaram uma matéria sobre alimentação com a Ana Branco.

Tive o prazer de ter aula com ela na faculdade. Uma pessoa serena, com uma maneira peculiar de enxergar as coisas. Se não me engano foi logo a primeira aula que tive : o primeiro contato com metodologia de projeto. Nada a ver com alimentação, não?

Na época eu já flertava com a idéia de uma comida mais rica. Mas nada além de levar uns experimentos culinários meio bizarros para lanchar entre as aulas (coitados dos amigos que pediam um pedaço para experimentar...).

O tempo da faculdade passou e não cheguei a esbarrar com ela em outros períodos. Não fiz a matéria em que ela falava sobre os princípios do Biochip pois na época estava completamente atolada, envolvida com projeto, estágio, a formatura batendo à porta.

Não por acaso, anos depois me vi interessada em ler sobre o assunto e aos poucos adquirir novos hábitos alimentares que foram facilmente adaptáveis ao dia-a-dia e que vêm fazendo diferença.

Foi legal achar esta matéria e relembrar da Ana Branco. Mesmo sem saber, aquela mulher que eu admirei desde os primeiros dias de aula e que levava mangas para almoçar no campus plantou uma semente por aqui...


# | ::email::

Quase pancadaria dentro do ônibus.

O motorista para um pouco longe do ponto. O passageiro já sobe irritado. O motorista já xinga logo a mãe do sujeito. O passageiro responde com outros desaforos de igual finesse. O motorista levanta do seu banco e parte para cima. O trocador aparta. O povo cansado do trabalho, doido pra chegar em casa grita : - Calmaê, calmaê!. Os dois estressadinhos vão falando alto, se ameaçando mutuamente até quase o ponto final.

E eu tentando terminar o meu livro : uma ficção sanguinolenta. Terrível constatar que por pouco nem preciso do livro...


# | ::email::
11.4.2004

Gosto de colocar desenhos nos porta-retratos...
(Claro, tenho fotos espalhadas também, mas alguns pontos da casa pedem mais cores do que a realidade pode oferecer)


# | ::email::
11.3.2004

Ok, postar letra de música é o cúmulo da falta de imaginação. Mas e quando a idéia de tudo o que eu queria falar hoje já foi maravilhosamente condensada por outros? Sim, Djavan sempre, meus queridos... Enjoy!

A Carta
(Djavan / Gabriel O Pensador)

Não vá levar tudo tão a sério
Sentindo que dá, deixa correr
Se souber confiar no seu critério
Nada a temer
Não vá levar tudo tão na boa
Brigue para obter o melhor
Se errar por amor Deus abençoa
Seja você

No que sua crença vacilou
A flor da dúvida se abriu
Vou ler a carta que o Biel mandou
Pra você, lá do Brasil:

Eles me disseram tanta asneira, disseram só besteira
Feito todo mundo diz.
Eles me disseram que a coleira e um prato de ração
Era tudo o que um cão sempre quis
Eles me trouxeram a ratoeira com um queijo de primeira
Que me, que me pegou pelo nariz
Me deram uma gaiola como casa, amarraram minhas asas
E disseram para eu ser feliz

Mas como eu posso ser feliz num poleiro?
Como eu posso ser feliz sem pular ?
Mas como eu posso ser feliz num viveiro,
Se ninguém pode ser feliz sem voar?

Ah, segurei o meu pranto para transformar em canto
E para meu espanto minha voz desfez os nós
Que me apertavam tanto
E já sem a corda no pescoço, sem as grades na janela
E sem o peso das algemas na mão
Eu encontrei a chave dessa cela
Devorei o meu problema e engoli a solução
Ah, se todo o mundo pudesse saber
Como é fácil viver fora dessa prisão
E descobrisse que a tristeza tem fim
E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão
Entendeu?

É esse o vírus que eu sugiro que você contraia
Na procura pela cura da loucura,
Quem tiver cabeça dura vai morrer na praia.



# | ::email::
11.2.2004

Rapidamente alta madrugada

Bate papo informal e divertido;
A alegria da minha filha brincando com os cachorros;
Sempre o prazer de conhecer gente nova;

Infelizmente uma noite curta, já que finalmente hoje começa o horário de verão.


# | ::email::