Imagens, anotações, pedaços de dia-a-dia.
Um caderno de bolso virtual
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7.31.2004

Novidades na lista de links

- Orlandeli
- Moidsch (não deixem de ver o portfolio)


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7.30.2004

Vício

Os cadernos começam tímidos. Páginas brancas meio sem jeito, sem assunto. E logo sou levada a momentos de abstração e eles vão ganhando cor, forma, personalidade. Me trazem surpresas. Trabalhando no de capa vermelha eu me atenho a colagens e experimentos com cortes e dobraduras. No de capa cinza**, pelo tipo de papel, carrego nas tintas e pastéis.

E aos poucos estão tomando conta da minha estante já bastante abarrotada. Não tenho pressa em terminá-los.

Ontem comecei mais um. Todo feito com restos de material que eu tinha em casa. Formato pequeno para carregar por aí. 196 páginas de papel vagabundo para poder rabiscar sem dó. A idéia inicial para ele é usar imagens simples e monocromáticas.

Este ainda não me disse a que veio mas sei que trará boas surpresas.


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7.28.2004

Histórico animal

Pelo que me lembro minhas experiências com animais domésticos na infância foram :

- 2 Passarinhos (Roberto Fernando e Roberto Fernando II - batizados assim com essa imaginação toda só para não haver briga entre irmãs)

- Meia - o cachorro que foi devolvido no dia seguinte.

- Tuchê - (santa imaginação, Batman!) a tartaruga que morreu de inanição.

- Robby - o gato que ficou somente por uns 15 dias e teve que ir para a casa da minha Tia porque eu tive uma puta crise alérgica.

- Periquito - o coitado nunca teve nome. Foi encontrado na rua pela minha irmã. Ficou lá em casa um bom tempo. Certa vez eu dei um banho nele e acho que o pobre
ficou meio afogado. Passou uns dois dias meio lesado na gaiola e morreu.

- Papillon - o papagaio fugitivo. Vivia escapando pra trás do freezer. Morreu por conta de um bungee jump mal sucedido no poleiro.

- Buiu - um fila. Um filhote de 4 meses e tamanho considerável. E, como todo filhote, estabanado nas brincadeiras. Avançou na minha avó (que foi brincar enquanto ele estava comendo) e foi deportado.

E sigo pensando :

Tá certo que o Beta é um peixe de fácil manutenção. Não requer bomba, luz nem trocas de água muito constantes. Mas com esse histórico animal incrível mais a total
falta de local apropriado para um aquário em casa e a minha forte capacidade de esquecer de molhar as plantas (imaginem lembrar de alimentar o peixe?), será que o bicho sobreviveria?


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7.27.2004

Quanto tempo vive um peixinho? Quanto tempo vive um peixinho nas mãos de uma menina de três anos que acha que qualquer recipiente cheio d' água é piscina de bonecas?

Há tempos penso em comprar um Beta pra Aninha. Acho que mais tarde. Ainda temo pelo peixe.


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A criatividade é o pensamento que enlouqueceu


- Tapibara e as árvores que quase saltam da tela.

- Silly Portraits usando cores fortes e contrastes divinos.

- Morandini e a explosão das garatujas.

- Rosa Pomar colorindo de forma tridimensional.


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7.21.2004

A moça me manda essa foto aí de cima. Não pude resistir às cores. Detonei aquele cinza, aquele azul, aquelas xícaras todas. O momento pede cores mais quentes, imagens de verdade, passa por contrastes brutos e deliciosos.

Ficou bem melhor assim...


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7.20.2004

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é

Às vezes as pessoas soltam umas frases tortas que fazem com que a gente caia num ciclo de auto julgamento. Aí fico pensando se foi a pessoa que propositalmente soltou a frase torta ou será que foi o meu ouvido que quis escutar torto ?

E acho também que se eu fosse criar rugas para cada frase dessas eu já estaria pior que uva passa, né não?...


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7.19.2004

Adoro folhas no prato. A temperatura mais baixa me pegou de surpresa no fim de tarde e passei um frio danado até por os pés em casa. No carro vinha pensando em alguma comida pra alegrar o estômago : quentinha e que não fosse muito difícil de fazer.

Depois de meia dúzia de receitas postadas neste blog, vocês já puderam notar que qualquer coisa salgada que eu faça parte da dobradinha azeite + alho. Não tem erro. Ruim não fica. Depois de assistir alguns programas de Nigella descobri que uso alho na comida na mesma proporção em que ela usa bacon.



Creme de Espinafre (para 2)

- 4 dentes de alho picadinhos
- Azeite
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 1/2 molho de espinafre cortado em tirinhas
- 1/2 litro de leite
- Queijo minas em cubos
- Sal
- Pimenta do reino

Dourar o alho no azeite. Fogo baixo. Juntar a farinha na panela até dourar. Juntar o leite e mexer bem para não encaroçar. Colocar o espinafre e continuar mexendo até o espinafre cozinhar. Se o creme começar a engrossar rápido demais pode ir acertando com um pouco mais de leite. Jogar o queijo minas e temperar com sal e pimenta do reino.



Mas se o estômago urge por mais sustança, ainda podemos fazer a

Versão Lasanha

Depois que o creme estiver pronto é só intercalar numa assadeira (nesse caso não sei dizer as quantidades porque faço tudo no olhômetro - até encher a assadeira, ou até acabar o queijo disponível):

- o creme
- massa de lasanha (aquela que não precisa cozinhar antes é ótima! É só colocar direto. Não requer prática nem habilidade.)
- fatias de queijo prato

(O importante aí, independente da quantidade de camadas, é sempre começar forrando com o creme para a massa não ficar dura no fundo da assadeira e usar o queijo na última camada para ficar derretido por cima de tudo)

Mais ou menos meia hora no forno.

Nham!




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7.16.2004

Depois de 5 semanas

- Mãos descamadas por reação a algumas tintas

- Umas olheiras a mais

- Uma casa em estado de caos produtivo permanente

- Bolsa mais pesada por conta das tralhas que ando carregando por onde
quer que eu vá

- As delícia e surpresas do convívio com gente tão criativa

- 6 cadernos em andamento
* o de 8 anos atrás que nunca terminei - chega a estar amarelo
* o novo com espiral - com desenhos "bobos"
* o livro alterado - me revelando surpresas a cada página
* o de canson - que tem um formato ótimo e é uma delícia para trabalhar com tinta
* o que encadernei ontem - falta acabamento e mais personalidade/unidade ao conteúdo
* o de postais - que está sendo feito aos poucos ao longo dos anos e ainda não sei que destino dar a ele.

- Um sorriso satisfeito no rosto

- Muitas idéias na cabeça

- Alguns projetos a terminar
* o quadro que prometemos para o André
* o quadro para o quarto (ou talvez seja uma escultura a 4 mãos)


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Os cabeleireiros estão ligados no piloto automático. Não adianta você explicar o que quer porque sempre vai sair de lá com a cara que eles querem que você saia.

Há alguns anos atrás meio Rio de Janeiro pedia o corte de Mrs.Bündchen (e isso não importando se o cabelo original era liso, ondulado, curto, comprido, seco ou oleoso).

Hoje em dia você mal abre a boca pra explicar o que pretende fazer ali e logo escuta um :

- Igual ao da Giovana, né?

E a desavisada aqui :

- Que Giovana ??

Ah, tá... a Antonelli. Putz, eu nem vejo novela, mal sei como é o cabelo da Giovana Antonelli...

Depois de explicar o que queria - apenas uma aparada, uma ajeitada, porque não corto o cabelo há um ano e meio e ele tá com uma cara de qualquer-coisa - e
já sentindo o drama, fui logo desfiando um assunto sobre massificação-dos-penteados, escravas-da-chapinha, não-gosto-de-escova-fica-parecendo-que-o-cabelo-foi-pra-forma, etc, etc, etc....

No final chegamos à um acordo e o suplício acabou. Pedi pra secar rapidinho só pra que, ao voltar ao trabalho, não tivesse que ver a cara do segurança do prédio
se perguntando que diabos essa moça foi fazer na rua assim tão rápido a essa hora que voltou de cabelo molhado.

Doce ilusão a minha que achei que fosse sair ilesa dessa. Lá veio o cabeleireiro com a maldita escova redonda "dar uma modelada". Ai, Jisuis... Parece que se não for assim eles não acertam secar. Será que está escrito em algum manual do Senac que o cabelo não pode ser seco apenas com vento?

Ok. Àquela altura do campeonato minha hora de almoço já tinha ido pras cucuias mesmo e eu queria mais era ir embora logo. Achei por bem nem discutir.

E cá estou eu praticamente com um capacete da formiga atômica na cabeça....


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7.12.2004

What a hell is Cachorrada ?

(Para quem passou pelo Guest e ficou se perguntando o que seria a tal Cachorrada que minha irmã não conseguiu fazer)

Segundo o dicionário:

CACHORRADA
s. f., reunião ou matilha de cachorros;

fig., ação indecorosa;

fam., gente reles;

Const., conjunto de cachorros de uma construção.


Lá em casa Cachorrada é apelido de um doce. Foi um nome carinhoso dado à Ambrosia. A história é tão antiga que nem sei quem foi o parente que quando criança disse que a sobremesa parecia com um monte de cachorrinhos (acho que foi meu Tio Paulo, mas não tenho certeza. Essa eu deixo pra turma da revisão. O parente que lembrar, por favor, me informe).

Para quem ficou com água na boca e quiser experimentar eu achei uma receita. Não é a receita original da minha avó, mas quebra o galho...

CACHORRADA (Ambrosia)

Ingredientes:
2 ½ xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de água
3 ovos
500 ml de leite
2 cravos da índia


1. Numa panela média, coloque a água e o açúcar. Leve ao fogo médio por 10 minutos, ou até obter uma calda fina.

2. Num recipiente, coloque os ovos e bata com um garfo até ficar homogêneo. Acrescente o leite e mexa novamente.

3. Acrescente a mistura de ovos à calda e deixe cozinhar por 30 minutos, sem mexer, ou até que os ovos comecem a se juntar.

4. Quando começar a endurecer, mexa com uma colher, partindo os ovos.

5. Retire os ovos com uma escumadeira e coloque dentro de um recipiente.

6. Acrescente os cravos à calda e cozinhe por mais 10 minutos.

7. Retire a calda do fogo e jogue sobre os ovos.

8. Conserve a ambrosia num recipiente com tampa e em local seco e arejado.



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7.11.2004

O usuário está para o Orkut assim como o fofoqueiro está para a janela. Orkut, Yacult, Iogurte, whatever. Foforkut tá bom pra você? É bem melhor que revista "Amiga"...

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Insônia, insônia, insônia dos infernos...


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7.10.2004

Clichezão da profissão

Quer agradar? Então quando alguém te responder que é designer, por favor, contenha o ímpeto de dizer que também tem jeito com computador e que inclusive aprendeu a mexer no Corel Draw sozinho numa tarde e fez até uma logo maneira pra empresa do amigo...


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7.4.2004

- Shrek 2 - Maravilhoso! Cheio de referências hilárias, mantendo a linha de escrachar os contos de fadas convencionais. Trilha sonora espetacular. Não me lembro de ter rido tanto nos últimos tempos... (o lance agora é ir ao cinema na sessão de uma da tarde. Super vazia. A fila da sessão das três horas parecia o inferno sobre a Terra)

- Estreiando o "kit caipirinha" que ganhei das amigas - aprovadíssimo ! Para estreiar as lindas taças de vinho quero casa cheia.

- Os finais de semana me atropelam e ainda não comemorei meu aniversário. Em breve.

- Não fomos à festa da Dani ontem. O cansaço me abateu.


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7.2.2004

Do Torpor :

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Comunicado à Imprensa: o que escrevo aqui são pequenos retalhos do que acontece na minha vida. E no meu pensamento, também. Quem lê está livre para fazer sua colagem, lógico. Mas tenta lembrar que cubismo é bonito, mas não é fotografia.

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Assino embaixo.




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Verdura

Cheguei da aula. Tem tinta à óleo verde no meu braço, na testa,na alma, na calça jeans (apesar de usar um imenso jaleco adquirido em tempos de escola por conta das aulas de química - sabia que ele ainda ia servir pra alguma coisa mais divertida na minha vida).

Perguntei pra maridón o que ele acha de ser casado com a Mulher Hulk porque a tinta não quer sair de jeito nenhum...

E a música que não me sai da cabeça...


Verdura (Caetano Veloso)
De repente me lembro do verde
A cor verde é a mais verde que existe

A cor mais alegre, a cor mais triste
O verde que vestes o verde que vestistes

No dia em que te vi
No dia em que me vesti
(...)




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