Imagens, anotações, pedaços de dia-a-dia.
Um caderno de bolso virtual
1.29.2004

- Você chega para trabalhar e a sala está completamente alagada por culpa de um super vazamento na sala vizinha

- Hora do almoço : vai resolver uns documentos, leva todos os papéis, mas esquece a porra do CPF em casa

- Mais tarde você se lembra o porquê daquele maldito sapatinho alto (que você vestiu toda feliz hoje cedo, crente que iria se elevar até espiritualmente) estar há tanto tempo parado no fundo do armário : ele acaba com o seu pé !! E sai mancando por aí, na maior elegância ...


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1.28.2004

O homem-estátua

Sabe aqueles caras que distribuem panfletos vestidos e pintados de prateado da cabeça aos pés, bancando a estátua ? Há uns meses atrás, um deles, que distribui panfletos de um restaurante perto do meu trabalho, resolveu cismar com a minha cara. Enquanto eu passava despretensiosamente, o sujeito praticamente atirou o panfleto na minha mão e ainda soltou uma cantada meio barra pesada.

Pensei comigo mesma : seria isso uma "jogada de (péssimo) marketing" do homem-estátua para chamar a atenção?

Mas os dias se passaram e mais algumas vezes a cena se repetiu. Eu bobeava, não prestava atenção em que rua ia virar e lá vinha impropério do estátua-tarada de novo. E reparei que o negócio era comigo mesmo. Quando outras mulheres passavam ele continuava imóvel.

Passei a usar um caminho diferente na hora do almoço desde então.

Agora pergunto: em que categoria vocês enquadrariam o fato de virar musa de estátua-propaganda de restaurante?

a) Fim de carreira total

b) Elogio. Você pode não parar o trânsito, mas ainda faz estátua falar


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É... cheguei à conclusão que eu tenho que parar de desenhar em papel de pão...


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1.26.2004

Acredito que uma casa adquire personalidade aos poucos, com o uso, o convívio, as necessidades... Hoje fazem dois anos que estamos morando neste apartamento. Rua escondida, vizinhança mais calma, luz do dia entrando pela janela.

Foi uma mudança e tanto! Da qualidade de vida como um todo : dos aspectos práticos do ir e vir do dia-a-dia ao sorriso de aprovação e alegria da filhota logo no primeiro dia.

Está tomando forma devagar. Com o tempo vamos imprimindo cada vez mais nossa cara, nas paredes, nos móveis... Mas foi acolhedor desde sempre.

Mas faltava chamar mais gente. Compartilhar com mais frequência.

Mas sábado resolvemos isso. A casa ficou mais cheia. Amigas à tarde, aproveitando as cores lindas do dia, passeios, e mais amigos à noite, de papo na varanda. Bom dividir este cantinho. Agora que já conhecem o caminho das pedras, voltem viu ? Não me esperem convidá-los oficialmente. Como perceberam, sou meio lenta para essas formalidades. Batam na porta, liguem, gritem da rua. Gosto de casa cheia.


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1.21.2004

Flores

Sabe aquelas coisas que você só se dá conta que não tem quando mais precisa delas ?

Sábado ganhei flores. Flores do campo, minhas prediletas. Adorei!

E cadê vaso para acomodar as bichinhas ? Foram provisoriamente instaladas em uma jarra plástica de suco, avacalhando, a princípio, parte da poesia... Mas estão lá, lindas. São tão lindas e coloriram tanto o meu dia, que nem reparo mais na jarra....

"...uma botânica dinâmica de cores
para tu dispores pela casa..."

( Flores : Fred Martins - Marcelo Diniz )

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Aviso aos navegantes :
Muitas pessoas reclamando que não conseguem comentar. Resolvi, então, desativar o sistema de comentários. Fica fora do ar até eu trocar por um que preste.
Recados apenas via Guestbook de novo.


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1.18.2004

Uma amiga me emprestou um livro muito fofo, com receitas fáceis para fazer com crianças.
É entremeado com historinhas e lindamente ilustrado com aquarelas.

Curiosamente o nome do livro é Fogãozinho (Ed. Nova Fronteira), mas não possui nenhuma receita que necessite fogão.

Para quem carrega os pequenos para a cozinha,sem medo de fazer lambaça, copio por aqui uma das receitas que gostei muito. Ainda não experimentamos, mas faremos em breve:


Surpresa de Nozes

1 lata de leite condensado
1 colher de sopa bem cheia de chocolate
200 gr de nozes moídas
250 gr de biscoitos Maizena

Bater os biscoitos no liquidificador.
Numa tigela, juntar as nozes, o chocolate e o leite condensado.
Misturar bem com os biscoitos moídos.
Enrolar os docinhos e passar no açúcar.

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Por falar em ilustração lindíssima (e receitas gostosíssimas), passe lá no Até o Osso , que esta semana está um prato cheio !


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1.16.2004

Pataxó-card

Nunca se sabe qual será o próximo programa de índio a encarar. Uma festinha infantil? Um almoço com algum mala? Uma viagem com chuva ?? Reunião de pais?

Por isso nunca tiro meu Pataxó-card da bolsa. É sério. Já serviu para pagar muita conta de programa-furada....

Pode não resolver o teor indígena do evento em questão, mas ameniza pelomenos com umas gargalhadas...


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Blog à carvão (ou meu off-blog)

Bem antes das ferramentas para postar, dos fotologs da vida, antes até de aprender a usar Photoshop e afins, ele estava lá.

Um cadernão de folhas pautadas têm sido, há anos, meu depositório de idéias e rabiscos de projetos que foram ou não concretizados.

Colagens de referências gráficas, estudos para futuras peças de cerâmica, brincadeiras com lápis de cor, fotos em preto e branco, textos inacabados... uma bagunça deliciosa sem limite para tamanho de arquivo, sem problema de esquecer as senhas, com acesso rápido e que não depende de luz elétrica. Um luxo de modernidade!!!

Acho que foi por isso que me apaixonei tanto por esse projeto que junta, via web, pessoas loucas por cadernos como eu.


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1.15.2004

Avós

A minha avó, por exemplo, batia bolo à meia noite se algum neto pedisse....

Avós fazem tudo o que os netos pedem mesmo..... E ainda fotografam, postam na web, se divertem ...


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1.13.2004

Café com Leite

Hoje fui chamada de café com leite. O contexto? Convite para ir a um show de rock. E eu a única que é mãe no grupo.

Não ouvia esta expressão se referindo a mim desde que ia com a minha irmã brincar na casa das vizinhas, todas mais velhas do que eu. Na época a expressão me doía os ouvidos, me excluía, me deixava na posição daquela que não faz diferença na brincadeira alheia. Mas, no alto dos meus quatro anos, não via muita opção senão aceitá-la simplesmente para poder brincar também.

Confesso que o manual de instruções para lidar com estas questões não me foi entregue na maternidade e que demorei um pouco para lidar bem com elas. Conheci muita gente que passou por experiências parecidas (no começo foram só duas, que abriram caminho para que fossem muitas) e aprendi a ouvir a expressão de outra forma. Acredito que o "café com leite" de hoje tenha sido muito mais um "compreendo seus compromissos" do que uma exclusão.

Revi um monte de coisas ao longo dos últimos anos. Afinal de contas, será que alguém ainda acredita que :

- Mãe não se diverte ?
- Mãe não ri?
- Mãe não tem tempo para os amigos?
- Mãe não bebe?
- Mãe não tem mais nada pra fazer na vida?
- Mãe não sente tesão ?
- Mãe não se decepciona ?
- Mãe vive ligada no automático ?
- Mãe não chuta o balde ?

O que sei é que não importando a tribo (aliás, ultimamente me descobri meio avessa a essa palavra), hoje me sinto à vontade em todas elas. E, talvez justamente pelo fato de ser mãe, aprendi a nunca mais sentir que não faço diferença.


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1.12.2004

Tirado do recém descoberto Blog de Desenho. Um texto ótimo sobre processo criativo.

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Inspirado pelo texto do Fraga (logo aí abaixo) o Moa resolveu escrever também sobre o seu tortuoso processo criativo. Vejam como o Moa se sai tão bem nas letras como nas linhas.


"...Já o meu processo criativo, se eu for tomar o dia de hoje como exemplo, é um pouco menos... ãhn... criativo, como poderão ver nas próximas linhas - exageros a parte.
Antes de tudo faço uma conta rápida do número de ilustrações que preciso criar, leiautar e finalizar até o prazo final para entregar o serviço, calculo qual deve ser a minha performance para cumprir o combinado, respiro fundo e dou por iniciado o trabalho. Me inclino lentamente sobre a folha de papel branca e, após uma breve pausa, bato com intensidade moderada a cabeça na mesa umas cinco vezes, dizendo baixinho a cada golpe: MERDA! MERDA! MERDA! MERDA! MERDA! Feito isto me levanto, vou até a cozinha, abro a geladeira e como tudo que tiver dentro - lâmpada inclusive. Passo para o quarto, onde me deito de barriga pra cima, ajeito o travesseiro sobre o rosto e dou uma cochiladinha que, se não é muito prolongada, é repleta de pesadelos horríveis, com telefones que me perseguem repetindo a mesma frase em tons de voz ameaçadores enquanto os seus fios vão apertando o meu pescoço (o sem-fio fica só gargalhando em volta). A frase... é certo que todos a conhecem, não havendo desenhista no mundo que não tenha calafrios ao ouvi-la. Ela diz: "É PRA ONTEM, VIU?...IU...IU...IU... (efeitos de eco, no cinema, sempre dão bons resultados quando se quer encerrar uma cena de pesadelo). Acordo, assustado, com o telefone berrando na mesa de cabeceira. Atendo, rezando para que não seja nenhum dos clientes. Alívio. É a Mone que pergunta com sua voz doce e descansada: -Oi, Moa! Trabalhando? Respondo que sim enquanto derreto num caldeirão de culpa. Depois de conversarmos sobre algumas trivialidades deposito o fone no gancho e inicio o retorno até o estúdio. A cada passo, porém, o chão vai se transformando em uma matéria viscosa, pantanosa e borbulhante que acaba tornando a caminhada uma tarefa impossível de ser cumprida. Como se não bastasse, o aparelho de televisão emerge do brejo em que virou o assoalho e me intercepta, depositando o controle remoto na minha mão. Reajo e tento sair dali, mas um redemoinho em forma de sofá se abre atrás de mim e me suga sem dar chance de fuga. A TV liga e...OH, NÃO! BOB ESPONJA!! EU ADORO BOB ESPONJA! Desabo. Assisto toda a historinha finjindo submissa prostração enquanto espero os comerciais, minha única esperança de libertação. Até que vem a minha deixa: "BOB ESPONJA VOLTA JÁ! NÃO SAIA DAÍ!" Num movimento rápido e calculado digito o canal da TV Senado e escapo sem sofrer nenhum tipo de resistência da TV e do sofá, aturdidos com a presença da Heloisa Helena aos prantos na tela. Entro no estúdio, fecho a porta, pulo para a cadeira, apanho a lapiseira, leio o briefing da primeira ilustração decidido a só parar depois de rascunhar pelo menos até a metade do serviço. O primeiro é muito chato! Passo para o segundo que é chato e confuso... sem condições. O terceiro briefing parece que tem um mote tolerável. Começo a rabiscar e - estranho - a minha mão não parece ser a de um cara que só fez desenhar nos últimos 16 anos! Traços pesados e vacilantes vão deixando sulcos carregados de grafite no papel. Meu deus do céu, eu não sei mais desenhar! Eu não sei mais desenhar!!... Mais cabeçadas na mesa, BOSTA! BOSTA! BOSTA! QUERO UM EMPREGO NORMAL!! COM PATRÃO PRA XINGAR E HORÁRIO COMERCIAL PRA PODER CUMPRIR E DEPOIS BEBER COM OS AMIGOS NA HAPPY HOUR!!!!... Tento me acalmar passando a borracha mas só consigo deixar o papel cinza e borrado. Eu não sei mais apagar! Eu não sei mais apagar!... Preciso fazer alguma coisa antes que o pânico tome conta de tudo! ... A LOUÇA!! Levanto e vou lavar a louça! Não vou conseguir trabalhar com a pia da cozinha naquele estado, justifico o novo abandono do posto. Depois disso, um arrumadinha no quarto dos guris e uma reorganizada nos CD's - ordem alfabética ou gênero musical?...

NOTA: como eu não faço a menor idéia de como acabar este negócio e já me sentindo meio deprimidão vou deixar este relato de lado para voltar ao trabalho.
Não sem antes fazer um lanchinho na cozinha, é evidente!
Tchau!
MOA (alguém aí tem prozac?)

P.S.: Quando eu escrevi essa "coisa aí" a minha intenção era apenas demonstrar o meu entusiasmo com o texto e o desenho do Fraga. Era só pra dizer "É BOM ESSE FRAGA!". Como podem ver a dispersão é um dos meus esportes favoritos.

Abraço, Fraga!
Abraço, Rodrigo!
Vida longa ao BLOG DE DESENHO!"

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1.11.2004

Pequena tagarela

A locadora da lojinha do posto de gasolina fechou.

Que susto ao ouvir o modo como minha filha de três anos se decepcionou com o fato. Falou uma frase complexa, com conhecimento geográfico e tudo. Fiquei pasma :

- Mãe, aquela loja que vende comida perto da casa da Tia Lelena não tem mais filme para crianças.
- É, filha... (responder o que depois dessa explicação mais do que detalhada???)

: )


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1.9.2004



Depois do sucesso do "Sojonhesa" (um monte de gente fez, espero que tenham gostado!) segue um molho para os amantes do agridoce. Desta vez vou tentar sugerir a quantidade aproximada dos itens de forma proporcional, pois, na pressa e na fome (a culpa foi sua, Fal, por causa daqueles chocolates), saí jogando tudo na panela. Mas vale experimentar a mistura.

Molho de Mostarda e Mel

- Óleo ou azeite
- Cebola picadinha
- Mostarda escura
- Mel

Refogar a cebola do óleo até ficam bem douradinha.
Misturar a mostarda (um pouco) e o mel (mais ou menos o triplo de quantidade da mostarda).

No caso foi usado para acompanhar uma massa, mas acredito que deva ficar bom com frango também.


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1.8.2004

Método para acordar cedo
(só funciona para rádio-relógio)

Sintonize o rádio na estação mais cafona que conseguir e ajuste o volume no máximo sem medo. Coloque o aparelho longe do alcance das mãos. O susto é tão grande (ou o vexame) que aposto que você pula da cama rapidinho.

Se o sono for maior existe ainda a garantia de ser acordado pela campainha da porta.


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Novidade na lista de links...
Microcosmo


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1.6.2004

Bom dia

Quer saber onde eu corri hoje cedinho ??

Solzinho batendo, que maravilha!! Vai ver...

Aliás, esse flog tem outras fotos lindas também.

O ruim mesmo foi encontrar, nos últimos 200 metros, a ex-professora de ginástica, que me conhece desde pequena, e ainda ter que fazer uma cara plácida de quem não estava se acabando...


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1.5.2004

Running to stand stillCorrendo atrás do prejuízo

Corri, corri! Sábado ! Depois de tanto tempo parada. Já estou ansiando pela próxima.

Na impossibilidade de correr na rua, tive que atacar de esteira mesmo - aquele artifício indoor que me transforma em hamster. Tudo bem. Serviu pelomenos para eu notar que não estou tão enferrujada quanto imaginava, já que não corro desde Setembro, e que retomar minha quilometragem anterior não será tão complicado assim. Aos poucos avanço.

Algumas coisas que tenho aprendido com a corrida e aplicado para outras coisas na vida:

- Não adianta traçar uma meta impossível logo de cara. A chance de frustração é grande.

- Descobrir a alegria de ultrapassar uma meta, mesmo que pequena (nunca boba). Melhor traçar avanços menores em prol de um objetivo maior e ter várias alegrias a cada etapa vencida.

- Respeitar limites do próprio corpo e do próprio humor. É muito comum :

# Sair com disposiçao para correr bastante e não conseguir passar do segundo quilômetro por motivos variados que aos poucos estou aprendendo a contornar, me conhecendo e me preparando melhor - cólica, sede, queda (já aconteceu... Eu calço 35, ué, caio à toa).

# Não estar com a menor vontade de correr, mas me propor a pelomenos 10 minutos. O mau humor some e quando me dou conta esse tempo já passou há muito. Em um dia desses mau humorados é que fiz uma das minhas maiores distâncias.

- Constância traz conhecimento.

- Devagar se vai ao longe.

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À noite saímos com uns amigos e um deles é maratonista. Eu, com a panturrilha meio ferrada da minha corridinha amadora, mas mantendo o equilíbrio no salto alto, ouvia as histórias dele, babando.


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1.4.2004

A maldição de Elton John

Eu não gosto do Elton John. Não tenho um mísero CD, nem muito menos shows em DVD, vídeo, nada. Nem uma musiquinha perdida em alguma fita K7 velha. Mas reparei que não passo um dia sem ouvi-lo. Já está virando tradição. Sério.

Várias situações do dia-a-dia nos obrigam a ouvir este Ivan Lins inglês. Às vezes a maldição me ataca logo cedo, através do rádio-despertador. Ou, se me safo do despetador, sei que meus ouvidos encontrarão com ele mais cedo ou mais tarde : no elevador do trabalho, na sala de espera do dentista, na calçada em frente à alguma loja de Cds, ou algum vizinho empolgado que aumente bem o volume do som, ou zapeando por algum canal de TV no fim do dia...

Certa vez, eram umas 10 da noite, e eu crente que ao menos naquela altura do campeaonato eu já estaria salva. Assistíamos ao Rei Leão dublado, eu e minha filha. Ela adormeceu no sofá, eu fui fazer alguma coisa rápida na cozinha para depois levá-la para a cama. O filme continuou rolando até o final até que começaram a passar os créditos, onde a trilha sonora, obviamente, não é dublada... Doce ilusão a minha. Lá estava ele, entoando a música com aquele timbre inconfundível enquanto eu dava berros e gargalhadas "Ah, não! Ah, não!!" na cozinha....

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1.2.2004

E eu que havia planejado todo o meu restinho de férias em função de belos dias de verão?
Uma praia cedinho, roupas frescas, voltar a correr na rua, passear com a cria ao ar livre... Já nos enfurnamos em um cinema e hoje fomos brincar no play do prédio, onde o vento da tarde uivava.

O céu desmorona devagarinho há 2 dias. Qual a chance disso parar de acontecer até amanhã cedo? Bom... se pelomenos a chuva "lavar" esse mau humor que me assola, já é lucro.

Meu olfato, que costumava reconhecer o cheiro do verão logo no primeiro dia, está achando tudo muito estranho.

Estou cogitando seriamente a possibilidade de esquecer que estamos nesta estação, assim como tento esquecer todos os planos que fiz, e correr atrás de um moleton e um chocolate quente.

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Scaneei um monte de coisa velha. Minhas diabas, uns seres que desenho já há muitos anos e que costumavam dançar na minha imaginação durante os dias de chuva.


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